Como a dieta de mulheres grávidas influencia na saúde do bebê?

Se você acredita que a alimentação do bebê começa quando ele ainda está dentro da barriga da mamãe, está absolutamente certo, assim como também é verdade que alguns problemas da saúde fetal podem ser causados ou evidenciados por conta de tudo o que a gestante ingere, inclusive os alimentos.

O mesmo também é verdadeiro para as mães que estão amamentando, pois várias substâncias presentes nos alimentos passam do corpo da mamãe para o leite e, consequentemente, para o organismo da criança e isso pode prejudicar a saúde do bebê.

Alguns desconfortos na gravidez são comuns, mas a má nutrição pode fazer com que condições como enjoos matinais, cansaço, constipação, azia e câimbras se agravem. A futura mamãe também ficará fraca para encarar o processo de nascimento, enfrentar uma recuperação longa e ainda ter um maior risco de infecção.

Confira, abaixo, tudo o que você não deve consumir ou pode ingerir apenas com moderação se estiver grávida ou amamentando.

O que não devo comer durante a minha gravidez?

Certos alimentos estão proibidos durante a gravidez por poderem causar alergias e doenças — algumas graves — na gestante e no bebê. Acompanhe.

Causam doenças:

  • Carnes cruas ou malpassadas;
  • Peixes e frutos do mar crus ou enlatados;
  • Ovo com gema e clara moles;
  • Palmito cru;
  • Maionese caseira.

Causam alergias:

  • Camarão e outros frutos do mar;
  • Amendoim e nozes;
  • Outros alimentos potencialmente alérgicos (seu médico possui uma lista completa deles).

Que alimentos devo evitar durante a gravidez?

Os alimentos listados abaixo podem contaminar o organismo da gestante por infecção de origem alimentar e prejudicar o desenvolvimento do bebê:

  • Queijos não pasteurizados;
  • Alimentos mal cozidos;
  • Feijão e alimentos que causam gases;
  • Fígado e miúdos (por conterem muita vitamina A, o que não faz bem para a saúde do feto);
  • Comidas e bebidas industrializadas;
  • Alimentos indigestos;
  • Bebidas alcoólicas e comidas que possam conter álcool;
  • Bebidas e alimentos com cafeína.

Comidas industrializadas e ricas em sódio ou açúcar podem ser consumidas apenas eventualmente e de forma moderada.

Que problemas podem ocorrer em meu corpo e no do bebê?

Placenta frágil

A placenta é responsável por sustentar a vida do bebê na barriga da mamãe. Uma má alimentação na gestação afeta a placenta, que pode ser danificada e apresentar calcificações, fazendo com que o feto não receba oxigênio e nutrientes suficientes.

Uma placenta muito frágil pode não sair inteira na hora do parto e, mesmo que apenas um pedacinho fique no corpo da mulher, pode ocasionar hemorragia pós-parto, provocando dor de cabeça, fadiga, palpitação e confusão, além de afetar a recuperação da mãe e a amamentação. A nutrição adequada ajuda no desenvolvimento de uma placenta saudável e forte.

Dilatação insuficiente

Uma nutrição pobre em nutrientes pode acarretar dilatação insuficiente em uma mãe com períneo menos flexível durante nascimento da criança. Com isso, até um bebê pequeno pode causar fortes dores que precisam ser tratadas no momento do parto, com anestesia local. A recuperação pós-parto pode ser desconfortável e, muitas vezes, tais lesões requerem cirurgia de reparação.

Outros problemas

Uma nutrição deficiente pode causar diabetes gestacional, rompimento da placenta, pressão alta ou pré-eclampsia (condição de risco que pode resultar em pressão alta, convulsões e morte da mãe e do bebê).

Quais doenças e problemas podem afetar a saúde do bebê?

Vários alimentos que a mulher consome meses antes, durante e depois da gravidez podem trazer malefícios para a saúde do bebê. Conheça-os e as doenças que causam:

Danos neurológicos e baixo desenvolvimento

Bebês privados de todos os nutrientes vitais que necessitam dentro do útero poderão ter problemas neurológicos e/ou atrasos no desenvolvimento físico.

Doenças cardíacas

Um estudo publicado no Archives of Diseases in Childhood Fetal & Neonatal Edition relacionou a dieta das mães na gravidez a vários tipos de problemas cardíacos no bebê. A pesquisa não aponta quais alimentos são prejudiciais, mas afirma que consumir alimentos como frutas, nozes, vegetais e peixes pode evitar o desenvolvimento das doenças cardíacas na criança.

Cólicas

É sabido que a alimentação da mamãe durante a amamentação pode causar cólicas nos bebês, pois o leite poderá conter substâncias que causam gases. Alimentos que provocam constipação, como feijões, batata-doce, gema de ovo, couve e repolho devem ser evitados.

Como devo me alimentar na gravidez?

Gestantes devem consumir alimentos pouco processados e ricos em nutrientes para manter sua saúde e a do bebê durante toda a gravidez. Os melhores alimentos para a dieta da gestante são: proteínas animais (ricas em ferro, vitamina B12 e cálcio), pães, arroz e massas integrais (ricos em fibras, energia, e minerais), frutas e vegetais higienizados. No caso dos vegetais, é recomendável que eles sejam cozidos, para evitar infecções alimentares.

A ingestão de alimentos pouco gordurosos e frutas cítricas reduz alguns sintomas naturais da gestação, como enjoos, vômitos e mal estar. Diminuir o consumo de café, refrigerantes, chás e outros alimentos ricos em cafeína também evita tais sintomas.

Nos últimos meses de gestação, a pressão exercida pelo bebê no estômago da mãe pode causar grande desconforto e azia ao se alimentar. Para que isso seja evitado, o ideal é dividir a alimentação em mais porções ao longo do dia.

Os suplementos que ajudam a complementar a alimentação da gestante e tenham sido prescritos pelo médico ou nutricionista devem sempre ser tomados, ou seja, a boa alimentação e os suplementos são igualmente importantes. Os mais importantes são: ferro, ácido fólico, vitamina B12 e cálcio.

Atualmente, tem-se discutido sobre a suplementação de Ômega 3 durante a gestação, pois parece ser muito benéfico, mas o ideal é que o médico que acompanha sua gravidez decida se você deve ou não usar tal nutriente sob a forma de suplemento ou apenas com a alimentação. São ricos em Ômega 3 os peixes de águas geladas, como salmão, sardinha e atum e também a farinha de linhaça.

É importante lembrar que as necessidades nutricionais da mulher mudam quando ela está grávida. Por isso, para que a mamãe e o bebê recebam os nutrientes adequados antes e depois do parto, é importante que a gestante tenha o acompanhamento de um nutricionista, porque as comidas escolhidas na gestação e amamentação podem influenciar nas escolhas e na saúde da criança por toda a vida.

O que você achou dessas informações importantes para a saúde do bebê e da mamãe? Você tem mais alguma dica de alimento deve ser evitado durante a gestação? Conte para a gente nos comentários!

Como a dieta de mulheres grávidas influencia na saúde do bebê?
4.6 (92%) 5

2 thoughts on “Como a dieta de mulheres grávidas influencia na saúde do bebê?”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *