Reeducação alimentar: por que ela é importante para o seu cardápio

A vontade de fazer uma reeducação alimentar é um tema frequente em rodinhas de conversa, pois todos já sabem que mudar o modo de se alimentar, substituindo os alimentos nocivos por opções mais saudáveis, modifica para muito melhor a nossa saúde. Continue lendo e entenda a real importância de fazer das mudanças alimentares uma rotina diária e para a vida toda!

O que é reeducação alimentar

É a mudança de alguns hábitos alimentares, mas sem alterar o estilo de alimentação da pessoa. Em outras palavras, não se deve deixar de comer o que gosta para passar a se alimentar apenas de vegetais e alimentos light, por exemplo, mas sim aprender que é possível comer de tudo, mas sem exageros.

Diferença entre dieta e reeducação alimentar

É comum haver confusão entre os dois termos, ou mesmo achar que são sinônimos, mas há muita diferença entre eles. Confira!

Dieta

A dieta é feita com restrição total ou parcial de alguns alimentos, seja para tratar alguma condição de saúde ou para emagrecer e, neste caso, o ideal é fugir das “dietas da moda” e buscar ajuda profissional, que pode ser de um médico (endocrinologista ou nutrólogo) ou de um nutricionista. Se for preciso perder muitos quilos, pode ser necessário o acompanhamento tanto do médico quanto do nutricionista.

Reeducação alimentar

Aqui acontece um mecanismo gradual de aprendizado para mudar os hábitos alimentares para sempre, e não apenas quando se pretende emagrecer. Aprender a prestar atenção nos alimentos que ingere e saber o quão bem ou mal fazem à saúde é a primeira etapa para a reeducação alimentar.

E quem acha que não consegue mudar os hábitos, não deve perder a esperança, porque esse é um processo demorado e difícil para quase todo mundo. Por isso, a paciência e a persistência são fortes aliados da reeducação alimentar. Confira quais as outras etapas para aprender a se alimentar melhor.

Passos para começar a reeducação alimentar

Preferir alimentos saudáveis

Consumir frutas, legumes, verduras, carne vermelha magra (com moderação) e carne branca, como peixe, filé de frango e lombo, cereais como arroz e milho e grãos como feijão e ervilha. Evitar biscoitos, bolos, refrigerantes, sanduíches com ingredientes pouco saudáveis e mudar o modo de preparar a comida.

Em vez de fritos, os alimentos devem ser grelhados ou assados. Já a feijoada, a lasanha, o churrasco com carnes gordas e linguiça e outros alimentos pesados e muito gordurosos devem ser consumidos só de vez em quando. Quanto aos alimentos embutidos, como a salsicha, eles devem ser ainda mais evitados.

Comer a cada 3 horas

Esse hábito faz com que o corpo não “pense” que precisa armazenar tudo o que consumir para estocar reservas de energia em forma de gordura, uma herança recebida de nossos ancestrais no começo da vida humana, quando a comida era escassa e não se sabia quando seria a próxima refeição.

Assim, o ideal é fazer pequenos lanches entre as principais refeições. Para esses momentos, manter dentro da bolsa barrinhas de cereais, frutas secas, como nozes e castanhas, e frutas que podem ser levadas na bolsa, como maçã, pera, mexerica, laranja, entre outras. É importante lembrar que as frutas possuem açúcar, por isso não devem ser consumidas em grandes porções. Quem gosta de pepino e cenoura, pode levar para o trabalho palitos feitos com estes legumes saudáveis e pouco calóricos.

Já que a pessoa comerá a cada 3 horas, não é necessário (nem recomendado) que em cada uma das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) seja consumido pequenas porções.

Beber água com frequência durante o dia

A água é fundamental para facilitar a digestão e para que os nutrientes dos alimentos sejam levados para todo o corpo. Manter-se hidratado é fundamental. Portanto, beba cerca de 8 a 10 copos de água diariamente.

Consumir alimentos com fibras

As fibras melhoram a digestão dos alimentos e ajudam no funcionamento do intestino. Elas ainda são responsáveis por dar saciedade (diminuir a fome) e fazer com que o corpo absorva menos colesterol e outras gorduras.

Comer 5 porções de vegetais por dia

No grupo dos vegetais, entram frutas, legumes (inclusive os grãos), cereais e verduras. A dica para aproveitar as várias vitaminas e minerais desses alimentos é procurar acrescentar ao prato alimentos coloridos. As cores nos mostram quais substâncias saudáveis estão presentes nos alimentos, como o betacaroteno, presente nos legumes alaranjados, que em nosso corpo se transforma em vitamina A. As folhas verdes escuras são ricas em vitamina E. Já as frutas e legumes em vários tons arroxeados são ricos em antocianina, uma substância que pode, entre outros benefícios, adiar o envelhecimento.

Evitar alimentos processados e condimentos

Os alimentos chamados de embutidos, além de serem pouco nutritivos, ainda podem fazer mal à saúde. Então, a dica é evitar consumir salsichas, hambúrgueres, mortadelas etc. Além disso, entram na lista condimentos como ketchup, mostarda, shoyu e outros tipos de temperos e molhos. Outra coisa que eles têm em comum é o excesso de sódio (sal), que pode fazer a pressão aumentar.

Mastigar devagar

Essa parece uma dica simples e banal, mas ela é muito importante. Ao mastigar bem a comida, seus nutrientes são bem aproveitados pelo corpo, além de dar a sensação de ter matado a fome mesmo antes de a refeição acabar, fazendo com que a pessoa coma menos em cada refeição.

Força de vontade e otimismo

Ao começar a seguir todos os itens anteriores, a pessoa deve acrescentar doses extras de força de vontade e otimismo. Imaginar-se vestindo aquela calça que não servia mais, sentindo mais fôlego para realizar pequenas ou grandes tarefas são exemplos de pensamentos que aumentam a força de vontade.

É importante lembrar com convicção que os novos hábitos são muito mais saudáveis a cada vez que sentar à mesa para fazer refeições em família. Assim, mesmo que eles estejam comendo alimentos pouco nutritivos e em grandes quantidades, a dica é focar no próprio prato. Além disso, a reeducação alimentar de um pode contagiar quem está ao seu redor fazendo, portanto, com que todos se alimentem melhor.

Agora que você já entendeu a importância da reeducação alimentar, conte pra gente nos comentários abaixo se você está ou já passou por esse processo e suas experiências ou expectativas.

 

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